Wednesday, December 23, 2009

Coincidências... ou destinos traçados?


No passado Domingo... de manhã... no café... a caminho das férias... juntos...

Ela pega no seu pacote de açucar, lê... sorri... e mostra-me:



Então eu pego no meu... leio... sorrio... e mostro-lhe:


E mais não foi preciso dizer...

Saturday, December 19, 2009

All I Want for Christmas is You

Por norma não uso este tipo de mensagens... nem ligo especialmente à época natalícia... mas achei esta versão bem diferente da que correntemente se ouve por aí e...

...aqui vai!




Vejo-te daqui a menos de um instante...
;)

Monday, December 7, 2009

Pérolas Negras

Mesmo no meu último dia... mesmo, mesmo já no fim... eis que descubro mais uma pérola ao tratar de um visto para uma colega, através de um contacto conseguido na TAAG.

E para que tudo seguisse na perfeição, foi-me deixado o cartão profissional do contacto, entregue pelo próprio contacto após procura algo longa na sua caixinha de cartões de visita... que aqui vos deixo para se regalarem:


Naturalmente, censurei o nome e respectivos contactos.
Gostaram?
:D

Thursday, December 3, 2009

208

Sempre que estacionamos a viatura do estacionamento do hotel, temos de informar, à entrada, o número do quarto, sendo que o segurança verifica o nome associado para confirmação. Não há provas dadas... Se o nome bater certo... pode entrar. No entanto, são muitas as vezes em que nada confirmam, limitando-se a pedir o número do quarto.

Depois, o segurança entrega um papel A4 plastificado com o número do lugar de estacionamento que se deve ocupar, que deveremos deixar em cima do tablier da viatura. Devem de existir menos de 100 lugares no total (fixem isto). Raras são as vezes em que o lugar está livre... e por isso estacionamos em qualquer outro lugar. Nunca houve problemas.

Ontem... mal chegámos à entrada, abrimos o vidro e mecanicamente dissemos o número do quarto (de um deles que éramos 4 pessoas), "208", afirmou o condutor.

O segurança começou a passar pelas folhas numeradas dos lugares de estacionamento... uma a uma, e outra... e outra... e mais... olhámos e repetimos... "Quarto 208"... o segurança ficou com um ar atrapalhado e já tinha passado mais de metade das folhas numeradas uma a uma, olhando atentamente os números inscritos... e continuou a procurar... Aí percebemos que ele estava efectivamente a procurar o número 208. Dissemos "Deixe estar... dê-nos um número qualquer que não tem importância", enquanto dois de nós riamos desalmadamente a tentar disfarçar. O segurança continuou a procurar, ainda mais atrapalhado. "Um qualquer.. ", insistimos, "...deixe estar o número... isso não interessa!"... Até que, após muitas insistências nossas para nos dar um qualquer lugar (e note-se que nunca se pede um lugar porque não são fixos) ele por fim lá nos deu uma folha ao acaso com ar de quem não sabe se está a fazer bem e está prestes a receber um castigo. Agradecemos e... assim que íamos arrancar ele pergunta, "Vão para onde?"....

Monday, November 30, 2009

Serviço de Quartos

Ontem... Domingo... pedi o almoço no quarto. Não me apeteceu sair... e o hotel também não é assim tão convidativo.

O hotel é de 4 estrelas... e o almoço foi este:


Um prego, com dois pedaços de carne de meio centimetro de altura cuja dimensão não é maior que a base da garrafa de cerveja... e por isto paguei USD 31,00... sim... uns cerca de EUR 20,80 ao câmbio de Sexta-Feira, num país onde a mão de obra é quase dada e a produção de carne é relativamente barata.

Quando a empregada do hotel, por sinal muito simpática, se ia embora perguntei-lhe pela abertura da garrafa de cerveja... ao que responde que se tinha esquecido de... (?) e que voltava já.

Voltou passado muito pouco tempo (coisa rara) com o abre latas... olhou para mim e disse:
- Eu não sei como se usa isto...


PS: não sei porque raio o copo da cerveja vinha cheio de cubos de gelo... mas optei por beber pela garrafa.

:P

Wednesday, November 25, 2009

Ministério do Coiso?!?!?!?

Pergunta feita à minha colega, na rua, por uma angolana:
- Desculpe, sabe-me dizer onde é o Ministério do Coiso?

Bem... entenda-se que "coiso" é um termo aplicado a quase tudo pelos angolanos em qualquer conversa... mas desde que se esteja dentro do contexto, n'é???

Saturday, November 21, 2009

To Whom it may Concern...

Por vezes estamos demasiado concentrados... preocupados... ou até mesmo em conflito... com o que foi e com o que será...

...o ontem pertence à História... o amanhá é um mistério...

...mas o hoje...
...hoje é uma dádiva...
...é por isso que se chama "o Presente"!

Friday, November 20, 2009

Necessidades maiores...

Atentem à imagem abaixo... colada na parede da casa de banho da instituição de crédito onde estou a desempenhar o meu papel de consultor, em Luanda, mesmo por cima da sanita...


As questões que coloco são...

1) qual é a medida para que se considere uma necessidade maior... 5 cm, 10 cm... e se for rala não conta?

2) se fizer uma necessidade pequena... assim mesmo pequenina tipo berlinde de cabra ou azeitona de ovelha... conta?

3) será uma necessidade maior aquela que está ligada ao tempo de laboração da coisa, ou ao sentido de pressão que a coisa pode causar?

4) e se a necessidade maior não incluir a sanita, tem de se limpar a sanita à mesma?


Muito mais se poderia dizer acerca desta advertência... mas deixo essa criatividade ao vosso critério...

Thursday, November 19, 2009

Yah...

No hotel de 4 estrelas em Luanda, onde estamos hospedados, e que por sinal é o melhor hotel da capital, somos constantemente confrontados com um serviço entre... o marasmo e a morte.

É certo que existem profissionais competentes, mas a maioria daqueles com que entramos em contacto, e aqui ressalvo os serviços menos expostos aos hóspedes que de facto desconheço, deixa uma sensação de incompetência misturada com desleixo.

É usual aguardarmos mais de uma hora por uma Club Sandwish quando existem 3 empregados no bar, fora os da cozinha, e o bar está a 20% de clientes. É normal o pedido vir incompleto. É normal trazerem a conta antes de servirem tudo o que pedimos porque já se esqueceram do resto, e depois fazem a observação "ãhhhh......" como se estivessemos a fazer o pedido pela primeira vez, quando já vamos na 3ª repetição do pedido por falta de resposta.

Enfim... esta manhã houve outro momento brilhante...

A sala de pequenos-almoços estava a menos de meio, o que é muito para a capacidade de encaixe dos 5 ou 6 empregados (apenas dos que atendem á mesa e cujo serviço é de self-service, como é usual). Um hóspede queria sentar-se e não tinha mesa porque nenhuma das mesas vagas tinha sido ainda limpa, e já estava de prato na mão... e solicitou a um empregado que ía a passar (porque eles desaparecem e são difíceis de apanhar) se podia limpar a mesa que estava à sua frente.

O empregado vinha-me a trazer o café expresso que eu tinha pedido antes, ouviu o pedido do hóspede sem sequer olhar para ele (passou a escassos 20 cm do hóspede) e já de costas voltadas respondeu: "Yah! espera aí!"

Monday, November 16, 2009

Outros mundos...

Hoje...

Hoje tocou um telemóvel durante o vôo de avião, enquanto sobrevoávamos Luanda, e ninguém o desligou até que, mesmo no fim, o comissário de bordo andou à procura do telemóvel e encontrou-o mais o respectivo dono, que fingia nada se passar...

Hoje vi uma viatura a puxar um atrelado com um helicóptero, no aeroporto de Luanda... devagarinho... e atrás vinha um funcionário, a andar a pé, a segurar a parte de trás do helicóptero!

Hoje vi uma empresa de formação e segurança em Luanda, com um dístico preto, onde figuravam as palavras como sendo os alicerces da empresa: "Formação, Segurança, Serviçes"!!!
Sim... leram bem... "Serviçes" com "ç"!

Enfim... podia continuar, mas acho que já deu para ter uma pequena ideia...

Wednesday, November 11, 2009

O que nos reserva o amanhã?

Em conversa com a S., C. para os bloggers, deparámo-nos com a situação de que o que fazemos hoje, podendo parecer falta de determinação ou actitude, pode até ser a melhor acção. A conclusão é que... o amanhã, quem sabe o que nos trás?

E isso recordou-me uma história que li em tempos...

Era uma vez um camponês chinês, muito pobre mas sábio, que trabalhava a terra duramente com o seu filho. Um dia o filho disse-lhe:- "Pai, que desgraça, o nosso cavalo fugiu!”
- “Porque lhe chamas desgraça?”,respondeu o pai. “Veremos o que nos traz o tempo.”

Passados alguns dias o cavalo regressou acompanhado de uma linda égua selvajem.
- “Pai, que sorte!”, exclamou o rapaz. “O nosso cavalo trouxe outro cavalo.”
- “Porque lhe chamas desgraça?”,respondeu o pai. “Veremos o que nos traz o tempo.”

Uns dias mais tarde, o rapaz quiz montar o cavalo novo mas este, não acostumado à sela, encabritou-se e deitou-o ao chão. Na queda, o rapaz partiu uma perna.
- “Pai, que desgraça! Parti a perna.”
O pai, retomando a sua experiência e sabedoria, disse:
- “Porque lhe chamas desgraça? Veremos o que nos traz o tempo.”

O rapaz não se convencia da filosofia do pai. Poucos dias depois passaram pela aldeia os enviados do rei à procura de jovens para levar para a guerra. Foram a casa do ancião, viram o jovem debilitado e deixaram-no, seguindo o seu caminho.

O jovem compreendeu então que nunca se deve dar nem a desgraça nem a fortuna como absolutas mas que, para se saber se algo é mau ou bom, á necessário dar tempo ao tempo,.
Ou seja, a vida dá tantas voltas e é tão paradoxal no seu decorrer, que tanto o mau pode vir a ser bom, como o bom pode vir a ser mau.

Contudo... parar e esperar para ver também não e solução. O importante é seguirmos em consciência de que estamos de acordo com o que sentimos, e que nos sentimos bem e confortáveis com as decisões que tomamos hoje. Amanhã... será outro dia...

Friday, November 6, 2009

Coisas de crescidos...

Em conversa com o L, soube que só tinha trabalhado 2 horas hoje, porque teve de ficar em casa a fazer companhia à filha. A filha estava constipada e por isso não podia ir à escola. A mãe teve de ir trabalhar, e calhou ao pai ficar em casa.

Eu... estive constipado também nestes últimos 4 dias.
Gostava de ter ficado em casa, com a companhia da T, já que estando doente precisava de acompanhamento. :P
Mas estes adultos acham que já sou crescidinho demais para essas benesses...



São as inconveniências de crescer...
:(


...se bem que há casos em que prefiro manter o direito de opção!!!
:/

Saturday, June 20, 2009

Coisas de putos...


ele: oh, mãe! [tom de voz de desanimo e indignação] Porque é que eu tenho de ser o mais pequeno?

mãe: [tom de voz grave e determinado] Queres-te ver ao espelho???


;)

Sunday, June 7, 2009

Números

Os números são engraçados, cheios de significados e cheios de nada. São números, números que podem explicar muita coisa. São simbolos de unidades, medidas, tempo, e de tantas outras coisas que nem sei por onde seguir.

São números que usamos para nos situarmos, para nos identificarmos, para celebrarmos, para lembrarmos, para... tudo o que temos e fazemos.

Números... são marcas!

Usamos para identificar passagens no tempo, por exemplo, como este duzentos e vinte. Usamos para celebrar aniversários. Usamos para marcar encontros. Usamos para medirmos o nosso sucesso. Usamos para avaliarmos o nosso espólio.

Os números são importantes, tal como as palavras, porque nos permitem comunicar.
Mas chego a pensar que damos demasiada importância aos números. Temos de ser o número um, temos de ter números grandes na conta bancária, temos de ganhar números grandes, temos de produzir números ainda maiores e cada vez maiores, temos de ter números de coisas, de muitas coisas, temos de contar e contar e contar a vida toda, e no meio e tantos números e tantas medidas e tanto crescimento de números impessoais, números que são importantes, perdemo-nos no verdadeiro sentido dos números.

Que importa se o aniversário calha num ou noutro número... num ou noutro dia... que importa se tenho 100 ou 100.000.000 na conta bancária, apesar de me dar muito jeito este número maior, que importa se sou o número 1 ou o número 10 no emprego, até porque isso depende cada vez mais da política suja e subjectividade dos interesses de quem tem poder e menos do verdadeiro valor de cada um, que importa produzir mais se nem precisamos de tanto, que importa?

Importa que sou o que sou e que me aceito assim mesmo, que faço por aprender e evoluír e ser melhor, não para ser o número um, mas para ser melhor no que faço e para ser melhor no que sinto e para me sentir melhor no meu papel como pessoa e como membro de uma sociedade de pessoas interessantes e amigas e amorosas e que não tém medo de viver o que sentem.

Importa que, sendo o número um ou o número dez, contribuo como os restantes da melhor forma que posso para um objectivo comum, com sentido e propósito, e que cada um contribui da sua melhor forma para esse mesmo objectivo, e que todos juntos podemos fazer algo de muito positivo, que faça diferença e que tenha muito valor pessoal.

Números... são números que podem explicar tanta coisa. Mas como tudo o resto, o importante está no que sentimos e na forma como os vivemos. Os números sem sentido... não tém qualquer valor.

Friday, May 22, 2009

O Último Chamamento


Vezes sem conta nos queixamos dos infortúnios, sejam eles quais forem. Pseudo-rebeliamo-nos contra todas as injustiças e tiranias com que nos deparamos no dia-a-dia, algumas das quais nos tocam profundamente no âmago com provocações sarcásticas e atrozes, deixando para trás cicatrizes irregulares, que se reabrem em fétidas feridas pungentes, cuja solução última não é mais senão o corte radical da gangrena que nos infecta sem dó.

No meio do queixume ensurdecedor, qual muro das lamentações de exacerbadas práticas, eis que há um ser que se levanta e se debate heroicamente contra o estoicismo e a prepotência altiva das elites, com nobre pretenção do bem colectivo, da justiça cega e maternal, como quem sempre ama o próximo e perdoa os faltosos, mas se mantem firme nos seus principios.

Esse ser, solitário errante por desconcertantes caminhos replectos de ciladas escondidas, ergue a sua voz, como quem chama por nós e nos ordena " caminhai, pois o caminho da luz te levará à liberdade e ao paraíso". O seu chamamento inconsequente faz lembrar a última águia real do Parque Nacional Peneda-Gerês, que indiferente à sua solidão, ou talvez num estado de negação, daquele que sabe mas não sabe, que é a recusa consciente para perceber o facto perturbador, que retira do seu ser não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas, continua com atitude heróica ou estúpida teimosia a ecoar por vales e montes o chamamento do seu par, do seu parceiro de vida, com quem prosseguirá a continuidade da espécie, com quem atravessará o vale da morte e consiga a salvação única, o remedeio de todos os nossos males, a nossa sã sobrevivência.

Tal não existe. A sobrevivência, ou antes, a vivência da vida que é bela e com sentido de ser, depende unicamente de cada um de nós, de cada um dos nossos seres mais íntimos, do que buscamos na vida e procuramos em nós próprios. Olhamos o exterior e apontamos o dedo, afirmando com a certeza de inquisidores que lançam bruxas na fogueira da morte, que a culpa lá está, exterior aos nossos poderes e raios de acção. Esquecemo-nos, porém, que a felicidade suprema, o prometido paraíso, não é uma falácia de Deus, mas um erro dos homens, que teimam em olhar para fora quando deviam olhar para dentro.

Em nós se encontra a chave, a última fronteira inexplorada, o último chamamento, ao qual continuamente recusamos resposta, deixando-nos sós, solitários, abandonados, e eternamente descontentes, queixosos da nossa má sorte, dos erros dos outros, dos abusadores, dos poderes instalados, da infelicidade que somos e tanto adoramos.

A felicidade não é mais que a simples vivência dos sentidos, dos sentimentos, das coisas simples, mas acima de tudo, do que nós somos e do conhecimento que desenvolvemos de nós mesmos, e nos aceitarmos e vivermos cada dia pelo que o dia nos trás hoje, e não pelo que nos pode dar amanhã.

Se hoje terminasse, que triste tería sido o meu caminho: curto, pobre, vazio. Mas nesta curta vida que é a nossa existência neste universo que já se diz com fim, basta um dia, uma consciência mais profunda, para que tudo o resto faça sentido e ganhe um novo alento. Bastaram alguns dias, que perfizeram poucos meses, para tomar consciência do que sou e do que realmente preciso para viver. Se hoje terminasse, teria tido um caminho curto, pobre e vazio, mas com um fim radioso e cheio de sentido, que compensaria uma eternidade de todo o percurso anterior.

O último chamamento veio de dentro para dentro, e a resposta fez-se soar viva e arrebatadora, merecedora de exclamações de aplauso, e o resultado ultrapassou os limites físicos do ser, construíndo estruturas cristalinas de relações saudáveis e duradouras.

Não terminando hoje, há ainda um longo caminho por percorrer. Nesse caminho há ainda muito por onde resvalar, mas muito mais por onde fortalecer e crescer. A felicidade não é algo que dependa do exterior. Já cá está, sempre cá esteve. E hoje, ao vivê-la de forma tão livre e espontânea, encontro o que sempre procurei sem encontrar. Afortunados aqueles que encontraram sem procurar, ou tristes por não saberem o valor do seu achado.

Thursday, May 7, 2009

Fui desafiado... agarrem-se!!!!!




Há dias... na verdade foi há mais de um mês... fui desafiado pela Najla para descrever os meus 7 truques de beleza.

Hum.... eu, truques de beleza.... pois!



Ok! Ok!
Como não gosto de deixar um desafio destes por cumprir... aqui vão os meus... truques (pois)... de beleza.
Mas antes de mais... beleza?




ai ai... estou feito... é que um gajo belo como eu, qual Adônis perdidamente apaixonado por Afrodite, tipo Narciso na sua auto-contemplação, não desvenda assim tão facil e gratuitamente os seus 7 truques fantásticos de beleza... nã nã... que esses são secretos e não se podem divugar assim sem mais nem menos....
...que será depois da minha beleza? Já viram?... passaria a ser banal, ao ponto de deixar de causar torcicolos nos pescoços das fêmeas por quem me cruzo nas ruas deste mundo todos os dias (ou quase)...





Mas como, apesar de tudo, até sou um tipo simpático que gosta de partilhar a sua vasta sabedoria... aqui vai...



1. corto o meu próprio cabelo... assim garanto que não há mais nenhum igual (com o extremo jeitinho de artista que tenho)...

2. não faço a barba... aparo-a, bem rentinho à pele para deixar aquele look de barba por fazer de há... umas horitas... meio rebelde...

3. geralmentre como o que me apetece e quando me apetece, o que me dá esta forma atlética e enxuta... complementada pelo meu vasto leque de exercícios físicos para me manter em forma...

4. não uso produtos de beleza, nem perfumes, nem cremes xpto, nem banhos disto ou daquilo, nem esfoliantes, nem depilo o corpo... assim garanto que a minha forma natural de exímia qualidade brote por todos os meus poros...

5. uso um creme hidratante muito básico quando necessário... em qualquer parte do corpo que dela necessite....

6. na verdade, até que tiro uns pelos aqui e ali, coisa pessoal e que só é passível de ser visto e apreciado por alguém muito especial...

7. nenhuma das anteriores, ou talvez todas elas... mas esta é a única que verdadeiramente importa - estar apaixonado e viver essa paixão todos os dias!



...espero ter sido elucidativo.

Caso tenham alguma dúvida ou necessitem de alguma explicação adicional... estou ao dispor para qualquer esclarecimento.
:D

Tuesday, May 5, 2009

Kamikaze radical...

Já viram o piercing da minha rata?
:D



Nota
: tem as duas orelhas furadas, resultado de uma grande briga com o falecido Houdini.

Sunday, May 3, 2009

Kamikaze... a minha rata...


Eu: Kamikaze...
Kamikaze: Sim?...Eu: Olha... sabes que só agora descobri que afinal és rata? Sempre pensei que fosses um rato...



[algum tempo de assimilação da inesperada descoberta]




Kamikaze: [no comments!]

Friday, May 1, 2009

Quanto tempo...

Quanto tempo precisamos para nos sentirmos satisfeitos pela presença daqueles que amamos?
Quanto tempo será necessário para que se gere aquela sensação de satisfação plena, a agradável sensação de realização...

Há momentos em que apenas alguns minutos bastam para termos a sensação de satisfação. Não é que não preferissimos continuar na cpmpanhia daquela pessoa de quem tanto gostamos, mas algo naqueles breves momentos foi suficiente para nos fazer aguentar o resto do dia sem a sua companhia. Outros momentos há em que nem duas, nem três, nem seis horas bastam... Há sempre algo que falta, um ponto inatingível, que nos deixa quanto baste insatisfeitos e na ânsia de mais um pouco, mais um minuto, o mais de qualquer coisa que não conseguimos bem atingir nem sequer identificar. E sentimo-nos assim, insatisfeios, frustados por algo que nos falta mas nem sabemos o quê, algo que não fluiu como precisávamos. Sentimos aquele pequeno vazio que não conseguimos preencher, mas que quase estivemos lá, quase nos encheu de alegria e felicidade. Algo que nos escapa.

Por vezes, damos tanta importância a certos pseudo-pormenores que nem nos apercebemos que somos nós próprios que bloqueamos o espaço vazio, que lhe vedamos o acesso, e assim evitamos que ele possa ser preenchido. Não reparamos que, na ânsia de buscarmos algo que nos falta ou precisamos, nem cuidamos do momento que vivemos, não o vivemos plenamente e harmoniosamente, e dessa forma nunca nos sentiremos satisfeitos pelo breve mas gostoso contacto.

A sofreguidão de conseguirmos um dado sentimento, o anelo que por vezes se apodera de nós, é muitas vezes inimiga da plenitude com que podemos gozar um breve momento, deixa-nos escapar o mais importante, a essência do momento, da pessoa com quem estamos.

Quanto tempo precisamos para nos sentirmos satisfeitos pela presença daqueles que amamos?
Quanto tempo será necessário para que se gere aquela sensação de satisfação plena, a agradável sensação de realização...
...nenhum!

Nem todo o tempo do mundo bastará se não o vivermos plenamente.
Nenhum tempo específico, pois esse tempo é relativo e depende inteiramente de como vivemos a presença de quem amamos. E por vezes, basta aquele olhar de um segundo, aquele pequeno e breve contacto inaudível, para nos sentirmos no auge do contacto mais íntimo, embrenhados na pessoa que nos acompanha, envolvidos no mesmo universo, na mesma partilha, no mesmo corpo...
...no mesmo sentimento.

Tuesday, April 21, 2009

Por vezes há momentos...

Por vezes há momentos em que olhamos uma frase sem a conseguirmos absorver. As palavras entram, são lidas em modo automático, a velocidade de cruzeiro, e desaparecem tão natuyralmente como entraram, sem deixar rasto nem sinal. Relemos a frase, palavra a palavra fazendo de cada vez um esforço maior para entendermos o sentido, mas as palavras entram mudas e saem caladas, e nada fica no espaço que possamos usar para lhes darmos sentido. se ao menos um cheiro, uma ligeira fragância que fosse, um simples risco ou um mero sinal de luz que nos induzisse algum pensamento mais lógico e desenvolvesse o sentido da frase. Mas nada. Elas entram, passeiam-se brevemente nos circuitos cerebrais como se se tratasse de um descontraído passeio de Domingo à beira mar, ou num campo de prados verdes ao som da brisa e dos pássaros que passam, e nada deixam para trás. Nem sinal de vida, nem marca por mais indelével que fosse.

Por vezes há momenros em que tentamos mudar o sentido do que não vemos, daquilo que queremos mas o corpo não sente. As pálpebras descaem criando uma cortina escura mas tão apetecível e reconfortante. E ao forçarmos a entrada de luz, deixando a porta aberta para que as desejadas palavras nos entrem na alma e nos falem de si, sentimos o peso do corpo a abalar-nos a vontade, o querer saber mais, aprender mais, ou simplesmente despachar um trabalho. O peso torna-se insuportável. Perante a impossibilidade de gerir o esforço e tornar útil o tempo, sentimo-nos frustados, fracos, vencidos pelo cansaço, pelo corpo que pede o descanso que lhe negamos, ou simplesmente pela detestável preguiça. Lutamos incansáveis pelo sentido das palavras, por esse significado evidente e oculto, que nos impele a tentar uma e outra vez, pesando-nos cada vez mais a dor do esforço mental, em que as frágeis pálpebras se tornam bigornas, e o querer saber mais, aquela vontade de entender e fazer algo que queremos e precisamos, não passa de um Golias prostado na lama após dura mas fracassada batalha.

Por vezes há momentos em que lutamos derrotados. Seja pelo cansaço ou pelo simples hábito perdido no tempo, ou na indesejada mas tão saborosa preguiça, lutamos contra algo que por vezes é tão mais forte que nós e que nos derrota vergonhosamente. Dizemos que não, que somos mais fortes, e que a vontade supera tudo. Mas enganamo-nos redondamente. Debatemo-nos por ideiais e vontades que provavelmente nem existem no nosso íntimo. Esforçamo-nos por objectivos sem sentido, e gastamos toda uma vida em actividades esforçadas e de sacrificios para nada. O corpo sabe muito, sabe exactamente o que quer e precisa. A mente sabe o que quer e onde pode chegar. E nós só temos de nos esforçar por ouvir e entender o que precisamos fazer e quando o fazer. De nada nos vale lutar e sacrificar energias nesses momentos, em que esse esforço será inglório, e só nos fará perder a oportunidade de recuperar forças para a batalha seguinte. Há batalhas que não valem a pena lutar. Há batalhas perdidas, em que mais vale ficar quieto, e gozar do descanso ou da preguiça golosa. Renovem-se as forças e fortaleça-se a vontade, o querer, e logo as palavras passarão sorridentes, assinando o livro de visitas, e tudo fará sentido de novo. por vezes descobrimos que apenas o que falta é mudar a nossa perspectiva, ou a nossa mentalidade. As batalhas passam a ser ganhas, deixa de haver suor perdido, somos recompensados pelo esforço, e o corpo encontra o seu lugar certo, a mente desenvolve as suas ideias, e o trabalho resulta no sucesso desejado...
...e merecido.